12 curiosidades sobre os piratas



Se você ouve alguém dizer a palavra “pirata” e logo vêm os filmes de Jack Sparrow e as lendas do Barba Negra à cabeça, então é hora de apertar mais um parafuso da cachola. Esqueça um pouco o mundo da fantasia, das lendas e, principalmente, dos filmes que não condizem com o quesito “realidade”.
Confira agora 12 curiosidades sobre os piratas:


ELES RARAMENTE ENTERRAVAM TESOUROS
 Um ou outro de fato fizeram isso, como o Capitão William Kid, mas a verdade é que pouquíssimos chegaram a enterrar algum tesouro. E existiam algumas razões para isso. Eles preferiam dividir os tesouros roubados entre a tripulação do que enterrá-los. Além disso, a maioria dos tesouros não era ouro e sim comida, tecidos e outras - coisas que estragariam facilmente se enterradas. Na verdade, essa lenda de enterrar tesouro durou tanto tempo devido ao livro “Treasure Island”, que falava de uma caça ao tesouro.


SUAS CARREIRAS ERAM CURTAS
 A maioria dos piratas não durou tanto. A maioria morreu ou se machucou seriamente em batalhas contra outras pessoas e até entre eles próprios numa época em que cuidados médicos eram raríssimos. Mesmo piratas famosos, como Barba Negra e Bartholomew Roberts, só permaneceram na ativa por alguns anos.


ELES TINHAM REGRAS E REGULAMENTOS
 Se tudo que você sabe sobre pirataria foi aprendido em filmes, talvez você acredite que era fácil ser pirata: levar uma vida sem regras além de atacar, roubar e beber. Mas a verdade é que a maioria das tripulações de piratas tinha seu código, que deveria ser seguido por todos os membros. E as regras incluíam punições para mentiras, roubos ou brigas a bordo. As leis eram levadas muito a sério e as punições severas.


ELES NÃO ANDAVAM NA PRANCHA
 Desculpe acabar com mais um mito. Alguns contos de piratas dizem que esse costume começou depois da Era Dourada, mas as evidências sobre isso são quase inexistentes. Mas não pense que esse era o único tipo de punição. Piratas que quebravam as regras eram abandonados em ilhas, chicoteados ou mesmo “quilha-transportados”, um tipo de castigo em que um pirata era amarrado a uma corda e então jogado ao mar, de um lado do navio. Então era transportado pela quilha, por baixo do navio, até o outro lado.


UM NAVIO PIRATA TINHA BONS TRABALHADORES
 Um navio pirata era mais que um barco cheio de assassinos e ladrões. Um navio pirata era uma máquina que funcionava bem, com bons trabalhadores e divisões claras de cargos. O capitão decidia para onde ir, quando e a quem atacar. Além disso, tinha o controle total durante as batalhas. O intendente supervisionava a operação do navio e dividia o dinheiro. E havia ainda outras posições, com carpinteiro, artilheiro e navegador.


OS PIRATAS NÃO SE LIMITAM AO CARIBE
 O Caribe era, de fato, um lugar ótimo para os piratas: pouca ou nenhuma lei, uma porção de ilhas desabitadas para se esconder e com muitos navios mercantes passando por lá. Mas os piratas da Era Dourada não “trabalhavam” lá, apenas. Muitos deles atravessaram o oceano para incursões na costa oeste da África. Outros navegaram pelo Oceano Índico até o sul da Ásia.


HAVIA MULHERES PIRATAS
 Era um caso realmente raro, mas ocasionalmente era possível encontrar uma mulher que trocou os cuidados da casa por um navio. Os exemplos mais famosos são Anne Bonny e Mary Read, que navegaram com “Calico Jack” Rackham em 1719. As duas se vestiram como homens e supostamente lutaram tão bem quanto seus companheiros. Quando Rackham e sua tripulação foram capturados, as moças disseram que estavam grávidas e se livraram do enforcamento.


A PIRATARIA ERA MELHOR QUE AS OUTRAS ALTERNATIVAS
 Não acredite que os piratas eram homens desesperados que não conseguiam encontrar emprego. Alguns deles simplesmente escolheram essa vida. Na verdade, quando um navio mercante era abordado, não era raro ver parte da tripulação comercial se unindo aos piratas. Isso acontecia porque os trabalhos “honestos” daquela época eram o comércio e o serviço militar e ambos ofereciam péssimas condições.


ELES VINHAM DE TODAS AS CLASSES SOCIAIS
 Nem todos os piratas da Era Dourada eram pessoas ignorantes que tiveram que recorrer à pirataria para ganhar a vida. Alguns deles, como William Kidd, vinham de classes sociais mais altas. Alguns deles eram fazendeiros ricos que partiram em missões de caça aos piratas e acabaram tornando-se um deles.


NEM TODOS OS PIRATAS ERAM CRIMINOSOS
Isso vai depender muito do seu ponto de vista, mas durante a guerra, as nações emitiam cartas que permitiam que os navios atacassem os inimigos. Normalmente, quem atacava os inimigos dividia o que era saqueado no navio com o governo que havia emitido a carta. Esses homens também eram chamados de piratas. Os ingleses Sir Francis Drake e Capitão Henry Morgan agiam desta forma e nunca atacaram portos ou comerciantes. Para os ingleses eles foram considerados heróis. Para os espanhóis, eles eram criminosos.


Não existia a moda de usar perna de pau
 Os piratas geralmente saíam bem feridos de algumas batalhas, e esse risco fazia parte do dia a dia deles, era normal. Muitos tinham alguma mão ou perna amputada, mas eles não colocavam nenhuma perna de pau no lugar, não. Quando algum acidente sério acontecia, quase sempre era o cozinheiro quem fazia as “cirurgias” e tentava selar a cicatrização dos machucados. 
Contudo, naqueles tempos era bem provável que algum pirata com a perna amputada viesse a morrer dentro de poucos meses. Além disso, não se esqueça de que um tripulante sem o total de sua mobilidade no corpo já não prestava mais para os combates; ele era retirado da linha de frente de combate e se tornava apenas mais um tripulante especulativo.


Muitos piratas eram maçons
Pois é, senhoras e senhores! Inúmeros maçons eram tripulantes ativos de navios piratas, e existem algumas informações históricas que dizem que a frota dos Templários (Ordem do Templo) deu um verdadeiro “upgrade” no mundo da pirataria, chegando até a América, antes de Cristóvão Colombo pisar no Novo Continente. 
Vale ressaltar que, por volta do ano de 1307, o último grão-mestre templário, Jacques de Molay, foi imolado em uma fogueira pelo rei Felipe IV, fazendo com que muitos Cavaleiros Templários (que depois de muitos anos iriam pregar uma nova doutrina na época, que hoje conhecemos como maçonaria) se dispersassem pelo globo. Detalhe: o tesouro e a frota dos Templários nunca foram achados. 
Ao longo do tempo, os maçons viam na pirataria um modo eficiente de fugir das perseguições imperiais e religiosas, assim como uma boa desculpa para atacar navios e dizimar povoados que faziam parte de quem os estava perseguindo ao longo dos tempos. Inclusive, a famosa bandeira dos piratas, chamada de Jolly Roger, é um símbolo maçônico, antes de ser hasteada em navios piratas.


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