15 animais extintos que podem ser ressuscitados


A palavra “desextinção” é quase tão difícil de perceber como de pronunciar. Vamos por exclusões: não é clonar, não é ressuscitar, não é considerado um milagre e, apesar de já ter sido usada em guiões de filmes de ficção científica, a sua base tem vindo a tornar-se cada vez mais sólida. A desextinção é então o processo de criação de um organismo de uma espécie já extinta da natureza e os cientistas norte-americanos da Fundação Long Now, especializada em análise genética de resgate de espécies, estão a usar o regresso do mamute como foco da sua investigação.
Confira agora 15 animais extintos que podem ser ressuscitados:


Tigre-dentes-de-sabre
Há 10 mil anos, o tigre-dentes-de-sabre, também conhecido como Smilodon, caçava no continente americano, mas mudanças climáticas e a caça predatória realizada por humanos levaram a espécie à extinção. Hoje existem fósseis bem preservados que foram encontrados nos poços de piche de La Brea, na Califórnia, que poderiam fornecer o material genético necessário para começar um projeto de desextinção.


Ararinha-azul
A ararinha-azul vivia na Caatinga, mas o hábitat que restou para esta bela ave é o zoológico. Apenas em cativeiro é que pode ser observada. Em 2000 foi vista a última na natureza. Era um macho, que desapareceu e nunca mais foi visto. Desde então, criadouros no mundo todo, em parceria com o Projeto Ararinha na Natureza tentam estabelecer encontros entre os pares para reprodução, evitar o desaparecimento total da espécie e, quiçá, conseguir reintroduzir o animal em seu habitat natural.


Mamute
Entre 3 mil e 10 mil anos atrás, o mamute entrou em extinção. As causas mais prováveis são mudanças no clima, que começava a ficar mais quente, e a caça. Todavia, pode ser possível que a espécie volte a dividir o mundo com os humanos. Em março de 2012, cientistas da Rússia e da Coreia do Sul anunciaram uma parceria para clonar o animal e gerar um indivíduo vivo.


Quagga
A Quagga era uma subespécie de zebra que habitava as planícies da África do Sul. Sua principal característica era o desaparecimento gradual das listras, bem marcantes na frente e inexistentes atrás. A cor marrom da metade posterior e as patas brancas também eram particularidades do animal. O DNA retirado da pele de um exemplar empalhado era muito semelhante à zebra comum (Equus quagga). Em 1987 surgiu o Projeto Quagga, com o objetivo de trazer o animal de volta da extinção através de um programa de reprodução seletiva a partir da zebra comum. O projeto atingiu significante redução nas listras do corpo na parte traseira até agora.


Dodô
O dodô era uma ave que existia nas Ilhas Maurício, no Oceano Índico. Longe de predadores, o animal perdeu a habilidade de voar durante a evolução e explorava seu habitat a pé. Quando os primeiros navegantes chegaram às ilhas no fim do século 16, começaram a caçar as aves indefesas, que também eram alvo de animais domésticos como gatos e cachorros (o biguá-de-galápagos enfrenta os mesmos problemas hoje). Em 1662 o animal entrou em extinção. Como alguns espécimes foram coletados por exploradores europeus e estão em museus, podem fornecer tecido de para a extração de DNA.


Tigre-da-tasmânia
O tigre-da-tasmânia era um marsupial (mesmo grupo dos cangurus) que vivia na Austrália, Nova Guiné e Tasmânia até a década de 1930. A perda de habitat e a introdução de cães domésticos ajudaram na diminuição da população. Biólogos, porém, apontam para a caça por fazendeiros, que visavam proteger seu rebanho, como a principal causa da extinção dos animais (mesmo problema enfrentado por muitos animais no dia de hoje, como a onça-pintada, por exemplo). Será difícil clonar o tigre-da-tasmânia, porque ele é bem diferente de seus parentes mais próximos nos dias de hoje – o diabo da tasmânia e o numbat – o que dificulta as análises genéticas.


Periquito-da-carolina
O periquito-da-carolina era a única espécie de psitacídeo (família dos periquitos, papagaios e araras) do leste dos Estados unidos. Eles viviam às margens de rios, onde se alimentavam de frutos e sementes. Mas, no século 19, a destruição de seu habitat causada pela expansão da agricultura, aliada ao tráfico de animais e a caça pelas penas das aves (a arara-azul enfrenta os mesmos problamas hoje em dia), acabaram levando a espécie à extinção na natureza em 1904. O último indivíduo em cativeiro morreu em 1918 no Zoológico de Cincinnati. Amostras de tecido da espécie podem ser encontradas em museus nos dias de hoje.


Pombo-passageiro
Existiam bilhões de pombos-passageiros na América do Norte durante o século 19, mas a caça e a destruição do habitat levaram a espécie à extinção no começo do século 20. Hoje, um time de cientistas está tentando trazer a ave de volta utilizando seu DNA, coletado de tecidos de espécimes encontrados em museus, para mapear o genoma do animal.


Arau-gigante
Anteriormente o arau-gigante podia ser encontrado em todo o litoral do Atlântico Norte. As aves, semelhante aos modernos pinguins, haviam perdido o voo durante a evolução e eram excelentes nadadoras. A caça por suas penas, carne, óleo e gordura levou a espécie à extinção. O último arau-gigante vivo foi visto em 1852. Hoje existem mais de 70 exemplares em museus, além de ovos, que podem ser utilizados para retirada de material genético.


Huia
O único lugar no mundo onde era possível se encontrar huias era no norte da Nova Zelândia. Para os maoris as penas das aves era um sinal de status: só os chefes podiam usá-las como adorno. Mais tarde, com a chegada dos europeus, as aves passaram a ser alvo de colecionadores – que desejavam empalhar os animais para deixá-los como peças de decoração – e sua população caiu drasticamente. O último indivíduo foi visto em 1907. A perda de habitat e doenças são outras causas prováveis da extinção. Hoje seria possível extrair o material genético da pele dos espécimes empalhados, mas, devido às condições de conservação, é muito difícil que o genoma completo da ave seja mapeado.


Moa
As moas são agrupadas em nove espécies divididas em seis gêneros. As maiores (Dinornis robustuse Dinornis novaezelandiae) deixariam um avestruz parecendo um pequeno passarinho. Elas podiam chegar a 3,6 metros de altura e pesar cerca de 230 quilos. As aves entraram em extinção por volta do ano 1400 devido à caça intensiva promovida pelos Maoris e ao distúrbio provocado pela agricultura. Ela é uma candidata a desextinção porque existe uma quantidade significativa de ossos grandes de onde os cientistas podem retirar material genético para mapear o genoma do animal.


Auroque
Auroques eram bovídeos achados na Grã-Bretanha, no norte da África e em boa parte do território da Eurásia. A caça e a competição por pastos com o gado doméstico levaram a espécie à extinção em 1627.


Tetraz
A subespécie de tetraz-das-pradarias, Tympanuchus cupido cupido, habitava os brejos da América do Norte, desde o sul de New Hampshire até o norte da Virgínia. A chegada de colonizadores e a perda de habitat acabaram levando o animal à extinção em 1932.


Íbex-dos-pirenéus
Esse é um caso bastante atual de animal extinto, sendo que o último espécime morreu ainda na década de 90. Por isso, o íbex-dos-pirinéus é uma das espécies mais promissoras para ser trazida de volta à vida.
Mas há um problema: o último íbex-dos-pirinéus era, na verdade, uma fêmea. E, dessa forma, mesmo que a espécie volte à vida, não haverá machos para se reproduzir com ela. Porém, um pouco de engenharia genética poderia reverter essa situação.


Dinossauros
Não tem como terminar esta lista sem mencionar dinossauros e a possibilidade de recriar algo semelhante ao empreendimento de John Hammond em “Jurassic Park”. No caso dos dinossauros, o acesso ao material genético é muito mais difícil e, por isso, a ciência terá que encontrar uma forma de recriá-lo.
Além da constante busca de DNA intacto de dinossauros em registros fósseis, cientistas planejam um plano ainda mais audacioso: “hackear” uma galinha para “desevolucioná-la”, ou seja, fazer com que o código genético da ave seja revertido para o de dinossauro, como se estivesse voltando no tempo da escala evolutiva.

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